Origem e bases teóricas
Uma construção do método clínico contemporâneo
O conceito não nasceu de uma única escola. Resulta do encontro entre medicina de família, modelo biopsicossocial, estudos da relação médico-paciente, comunicação clínica, bioética e decisão compartilhada.
1957–1969“Medicina centrada no paciente”
Michael Balint destacou a relação médico–paciente e a compreensão do paciente como pessoa em sua obra de 1957. Em 1969, Enid Balint publicou a formulação explícita de uma medicina centrada no paciente, contraposta a uma abordagem centrada apenas na doença.
1977Modelo biopsicossocial
George Engel criticou explicações exclusivamente biomédicas e propôs considerar dimensões biológicas, psicológicas e sociais na compreensão do adoecimento.
1986Método clínico operacional
Joseph Levenstein e colaboradores descreveram um método que articula a agenda médica e a experiência do paciente, posteriormente desenvolvido por Moira Stewart e colegas.
2000–HOJEModelos e mensuração
Revisões conceituais organizaram dimensões recorrentes, instrumentos de pesquisa e aplicações em diferentes contextos, sem eliminar a pluralidade de definições.
Base epistemológica
O método combina conhecimento biomédico e evidências com conhecimento narrativo, relacional e contextual. Não coloca a perspectiva profissional e a perspectiva da pessoa como rivais: cada uma responde a perguntas diferentes e ambas precisam ser integradas criticamente.